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Cardoso Moreira

Campos dos Goytacazes, Quarta, 12 de Agosto de 2020

NOTA DE REPÚDIO

Poderia dizer que, lendo o artigo publicado no blog do Garotinho, confesso que, somente o fiz, porque me enviaram, intitulado “o advogado e o juiz”. Lembrei-me de Voltaire, filósofo iluminista, a quem é atribuída a célebre frase: “posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-la”.


03/09/2017 12h59

Poderia dizer que, lendo o artigo publicado no blog do Garotinho, confesso que, somente o fiz, porque me enviaram,  intitulado “o advogado e o juiz”. Lembrei-me de Voltaire, filósofo iluminista, a quem é atribuída a célebre frase: “posso não concordar com uma só palavra sua, mas defenderei até a morte o teu direito de dizê-la”.
 
Contudo, não vivo na mesma época e local que o ilustre pensador. Vivo numa época e lugar onde a democracia foi construída pela luta incansável de advogados e advogadas, militantes dos porões da ditadura, muitas vezes trocando suas vidas pelo ideal de liberdade, tempo não muito distante na nossa história. Vivo num tempo e lugar onde cotidianamente não raras vezes, o único escudo do cidadão contra as mais diversas arbitrariedades e omissões reside na atuação de seu Advogado. Vivo num tempo e lugar onde a Lei Magna, como expressão máxima da vontade do povo, reconhece a indispensabilidade do advogado à justiça, cuja existência não se vislumbra na sua ausência (artigo 133, CRFB-1988).
 
Confesso, que quando li o referido “artigo” meu pensamento foi medíocre, para ser generoso comigo mesmo. Pensei até de certa forma orgulhosa que o que garante a tantas pessoas proferirem tanta impropérios é o exercício da Advocacia digna de Advogados e Advogadas que labutam diariamente na construção e apoio da democracia conquistada.
 
Não vislumbro uma sociedade democrática sem Advogados e Advogadas! Acredito piamente que só quem dispõe de um Advogado ou Advogada tem a possibilidade de “externar livremente” seus pensamentos, sem sofrer injustas conseqüências, na proporção de intensidade do interesse contrariado.
 
A existência de tantos impropérios sendo proferidos nas redes sociais é apenas um reflexo da verdadeira LIBERDADE que pretendemos ver na nossa sociedade, e ainda que a atos imbecis e desrespeitosos decorram do abuso do direito de liberdade, penso: - isto não será jamais argumento contra seu regular uso.
 
Brandir coragem em redes sociais, proferindo toda a ordem de insultos, sem se preocupar com as conseqüências, assessorado por excelentes Advogados é bravata, é o mesmo afirmar estar fazendo jejum e engordar.
 
Dr. Antônio Carlos Guzzo é Advogado sério, comprometido com seus deveres profissionais, zeloso, urbano para com os colegas, igual a todos os demais advogados citados no referido artigo, que cumprem, todos, a honrosa missão de garantir a liberdade em todas as suas formas, independentemente da qualidade do cidadão que as tenha interesse no seu exercício.
 
Resta tornar ainda mais evidenciado o REPÚDIO desta subseccional, e posso dizer de todos os advogados e advogadas, às palavras ofensivas e desrespeitosas proferidas tendo como vítima um colega advogado.
 
De toda a sorte, Voltaire ainda está certo. Apesar de ouvir tanta bobagem sem sentido, com intuito claramente intimidatório, midiático, por vezes até repugnante com a que se está referindo por ora, ainda é melhor, do que não ter liberdade de proferir nenhuma verdade, e hoje isso só é garantido pelos Advogados e Advogadas. 
 
Viva a LIBERDADE!
 
Viva a ADVOCACIA!

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