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OAB Campos diz que advogados que atuaram em rebelião não serão punidos

16 mar 2015, 19h38

Fonte: Site Ururau

Presidente da 12ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Campos, Carlos Fernando Monteiro, o Guru, informou na tarde desta segunda-feira (16/03) que não haverá punição administrativa aos dois advogados que atuaram durante a rebelião ocorrida entre a noite deste sábado (14/03) e a madrugada deste domingo (15/03), na Cadeia Pública de Campos.

Guru explicou, após reunião com os advogados, que a atuação de Marcio Marquez e Wilza Carla, foi na condição de membros das Comissões de Igualdade Racial e de Prerrogativas, das quais fazem parte na OAB de Campos, e não como integrantes da Comissão de Direitos Humanos (CDH), e que eles não chegaram a entrar na unidade prisional.

“Não há previsão legal no estatuto da OAB porque não cometeram nada ilícito. O que aconteceu é que os advogados estavam lá representando a OAB e não a Comissão de Direitos Humanos. Na verdade interviram na tentativa de ajudar a conter o tumulto”, explicou o presidente da OAB/Campos.

A Comissão de Direitos Humanos da OAB Campos é presidida por Luiz Celso Alves Gomes. Ele chegou ao presídio no domingo pela manhã para garantir os direitos e a integridade dos detentos. O advogado contou que 238 presos das celas 3, 4 e 5 foram transferidos para o Complexo de Bangu, onde alguns permanecerão e outros ainda serão transferidos para outras unidades, como, por exemplo, para a Cadeia Pública Juíza Patrícia Lourival Acioli, em São Gonçalo.

Luiz Celso explicou que em caso de rebeliões, as transferências por parte da administração penitenciária, são comuns, mas não aceitáveis pela Comissão. Logo, as famílias dos detentos transferidos podem buscar a Comissão de Direitos Humanos para identificar a unidade prisional para onde seus parentes foram transferidos.

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