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BC bloqueou R$ 48 milhões de investigados

21 nov 2014, 08h35

Fonte: Folha de S. Paulo

Maior valor estava na conta de executivo da Engevix; outras duas não tinham dinheiro

O Banco Central informou nesta quinta (20) ao juiz federal Sergio Moro que bloqueou R$ 47,8 milhões depositados nas contas bancárias de 16 dirigentes e funcionários de empresas de construção civil e de três empresas de consultoria sob investigação na Operação Lava Jato.

Moro não ordenou o bloqueio das contas das empreiteiras investigadas no escândalo, mas apenas as contas de seus dirigentes e funcionários.

O maior valor, R$ 22,6 milhões, estava nas contas do vice-presidente da empreiteira Engevix, Gerson Almada. O empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, tinha R$ 10,2 milhões.

O ex-diretor de Serviços e Engenharia da Petrobras Renato Duque teve R$ 3,2 milhões bloqueados. Na Hawk Eyes e na Technis, do lobista Fernando Baiano, os bloqueios foram de R$ 6,5 milhões e R$ 2 milhões.

Dos 16 alvos do BC, dois estavam com as contas zeradas: Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia, e Valdir Carreiro, presidente da Iesa.

O bloqueio não significa a culpa antecipada dos investigados, tratando-se de medida de precaução tomada pelo juiz. Os valores serão depositados numa conta sob controle da Justiça, para eventuais ressarcimentos ao erário.

PEQUENAS CAUSAS

O ministro do STF Gilmar Mendes disse nesta quinta que, diante das cifras da Lava Jato, o processo do mensalão deveria ser julgado num juizado de pequenas causas .

Quando a gente vê aquele caso, uma figura secundária, que se propõe a devolver US$ 100 milhões, nós já estamos em um outro universo, em outra galáxia , disse.

Mendes se referiu a Pedro Barusco, que foi gerente-executivo de Engenharia da Petrobras e se comprometeu a devolver US$ 97 milhões. No mensalão, teriam sido desviados R$ 170 milhões, de acordo com o ministro.

No mesmo dia, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo não está fazendo pressão sobre as investigações de casos de corrupção. Sem citar a Operação Lava Jato, disse que o combate à corrupção nunca foi tão firme e severo quanto agora .

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