Campos dos Goytacazes, Cardoso Moreira, Italva, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana

Morosidade na Justiça é tema de debate

22 jul 2014, 09h43

"O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) precisa enfrentar a morosidade de forma séria. Se o judiciário não tomar uma providência radical quanto a isso, vai haver a falência do setor". A avaliação foi feita pelo presidente da 12ª Subseção da OAB Campos, Carlos Fernando Monteiro, Guru. Nesta quinta, 24, ele levará esta e outras questões à presidente do TJ-RJ, Leila Mariano, que participará de uma reunião na sede da OAB-Rio, na capital fluminense, em que devem estar presentes ainda outros presidentes de seccionais. Carlos Fernando revelou que cada Vara de Campos acumula em média oito mil processos empilhados aguardando julgamento e o que o judiciário fluminense tem 324 juízes a menos que o necessário e ainda um déficit de 2,4 mil serventuários. "O ideal é que o Tribunal desse conta do acervo de processos. Mas não é o que vem acontecendo", disparou. Ele explicou que os problemas estão sendo pontuados a pedido do próprio TJ-RJ. "Pediram-nos que pontuássemos os problemas da subseção de Campos, que representa ainda os municípios de São João da Barra, São Francisco e Itaperuna. Estamos cumprindo o nosso papel", disse Guru. Outro ponto levantado pela OAB Campos será a desestruturação do site do TJ para permitir o peticionamento eletrônico. De acordo com o presidente da Casa, os profissionais de Campos já estão preparados para utilizar a nova ferramenta, mas o site ainda apresenta problemas em sua permissão. Sendo assim, ele solicitará um prazo maior para que os advogados continuem utilizando o peticionamento físico, em papel. O desrespeito à prerrogativa dos advogados também será um ponto abordado na audiência. "Os advogados de Campos estão sendo suas prerrogativas violadas por alguns poucos juízes. Alguns deles não permitem, sequer, que os advogados entrem em suas salas para despachar. E ainda tratam aos profissionais com deselegância, desrespeito e descortesia. É inadmissível que isso continue acontecendo em pleno século XXI", finalizou Carlos Fernando Monteiro. Fonte: Jornal O Diário

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