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Reunião define volta aos trabalhos nesta quinta no Porto do Açu

01 mar 2012, 10h08

Joseli Matias/Nathalia Moraes

Após 48 horas de paralisação, cerca de 1.120 operários do consórcio ARG-Civilport decidiram suspender temporariamente a greve e retomar nesta quinta-feira os trabalhos nas obras do Porto do Açu, em São João da Barra. O anúncio foi feito na tarde de ontem, após uma reunião no Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil de Campos, quando representantes da empresa assinaram um documento se comprometendo em discutir os oito itens reivindicados pelos funcionários. Um novo encontro vai ocorrer nesta quinta-feira, a partir das 10h, para acertar os pontos da pauta de negociação. A pista de acesso ao Complexo foi liberada totalmente ontem por volta das 18h.

De acordo com o presidente do sindicato, José Carlos Eulálio, caso o consórcio não cumpra, até o dia 5 de março, o que ficar acordado, uma nova greve será deflagrada por tempo indeterminado. A decisão foi repassada aos demais funcionários, em assembleia realizada no final da tarde. Entre outras exigências, os funcionários reivindicam direitos trabalhistas como pagamento das horas referentes ao deslocamento de casa para o trabalho, 30% de adicional noturno, insalubridade, periculosidade e pagamento de hora extra.

“Os trabalhadores também cobram o pagamento da participação nos lucros da empresa referente a 2010, que ainda não foi feito, e, em março, já vence a próxima parcela”, destacou José Eulálio.
Representantes dos trabalhadores, do sindicato e do consórcio já haviam se reunido terça-feira, na sede do ministério do Trabalho em Campos, quando as empresas se comprometeram a analisar as reivindicações, inclusive, realizando um laudo pericial complementar para enquadramento dos empregados que fazem jus ao adicional de periculosidade e insalubridade. O posicionamento do consórcio, entretanto, não foi suficiente para operários, que exigiam um acordo assinado.
A LLX, empresa de logística do grupo EBX, informou na terça-feira que não houve paralisação total da obra do Porto do Açu e que está acompanhando as negociações entre o consórcio ARG-Civilport, empresa responsável pela construção do estaleiro e do terminal de minério de ferro do porto, e os trabalhadores. A empresa afirmou, ainda, que não houve comprometimento no andamento das obras, já que outras empresas continuam trabalhando no canteiro de obras. O consórcio ARG-Civilport informou ontem que não irá se pronunciar sobre a paralisação dos operários.

Nesta quarta- feira, no início da tarde, antes da chegada dos representantes do Sindicato, após a reunião em Campos, na estrada que liga às obras do Porto, era número de manifestantes, que chegaram a colocar fogo na pista, com grito de “greve”. Segundo o delegado sindical, Sebastião Rodrigues, os trabalhadores caso retornem às atividades amanhã (hoje) “vão receber o salário normalmente e ninguém vai ser despedido”, ressaltou.

A reunião entre empresários e o sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil terminou por volta das 13h30 e ficou decidido que os trabalhadores deverão retornar as atividades na obra do Superporto do Açu nesta quinta-feira. A informação foi dada pelo diretor sindical do Porto do Açu, Carlos Augusto. A paralisação completou 48 horas na manhã desta quarta-feira. Cerca de 800 funcionários do consórcio de empresas ARG e Civil Port que prestam serviços nas obras de construção estão parados. Uma nova reunião está marcada para amanhã (01), no mesmo local, onde se dará continuidade as negociações.

Uma comitiva do sindicato seguiu para a estrada que liga Campos ao Porto do Açu, logo após a decisão, para fazer o desbloqueio e liberar o trânsito no local. Mas, até ás 17h desta tarde a estrada ainda estava com os bloqueios e os trabalhadores se manifestatam mais uma vez na estrada de respostas por parte dos diretores do Consórcio ARG.
Ontem, mesmo após a reunião na sede do Ministério do Trabalho em Campos, entre os representantes dos trabalhadores, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil, do consórcio e advogados as negociações não chegaram a um fim. Por outro lado, segundo a assessoria da LLX, as obras do Complexo não foram paralisadas. “Não houve comprometimento no andamento das obras, já que outras empresas continuam trabalhando no canteiro de obras”, informou.
As reivindicações seriam por direitos trabalhistas, entre eles o pagamento das horas in intinere (referentes ao deslocamento que o empregado faz de sua residência ao trabalho e vice e versa), 30% do adicional noturno, insalubridade, periculosidade e pagamento de hora extra, entre outras.

Fonte: Jornal Folha da Manhã

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